Minas do Futebol
domingo, 19 de fevereiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Ao menos uma luz
Com o fim do futebol feminino no Santos, nossas garotas sentiram um duro golpe. Como se já não bastasse o pouco caso de nossa confederação (CBF) e da mídia em geral, o fim de uma hora para outra demonstra até uma certa falta de respeito. O Santos alega que os patrocinadores do futebol feminino desistiram e o clube não tem mais como arcar com a modalidade. O que parece uma afronta se formos pensar que Neymar ganha mais de 3 milhões. Ficar aqui chorando as pitangas não adianta mais, as "Sereias" acabaram, agora temos que olhar para o futuro. E nele está o XV de Piracicaba, no ano em que retorna para a elite do futebol paulista o clube anuncia que terá um time feminino. Uma faculdade da região vai oferecer infraestrutura para a modalidade no estado e no país. Trata-se de um projeto ousado, com objetivos ambiciosos. O clube conta ainda com o apoio da prefeitura de Piracicaba por meio de sua secretaria de esportes e da ONG Sete Abril, que tem projetos sociais voltados para a modalidade. Há poucas semanas, na sede da Ibrafem (Instituto Brasileiro do Futuro Empresário), que é a faculdade citada acima, foi concedida uma entrevista coletiva.
Na coletiva estavam presentes o treinador Marcello Frigério, que dirigiu a seleção de Guiné-Equatorial na Copa do Mundo Feminina da Alemanha em 2011 e a capitã da seleção brasileira Aline Pellegrino. Que estava bastante emocionada com a iniciativa, ela que hoje joga no Rossiyanka FC, da Rússia.
O ex prefeito Edson Moura, que mantém o Ibrafem, afirmou: "O Ibrafem é uma instituição criada para ajudar pessoas. Verifiquei a essência do projeto, o que me deixou muito sensibilizado. Ele vai de encontro com o trabalho realizado por nossa instituição, sendo humanitário e incluindo as jogadoras, que além de atuar nos campos, irão buscar o sucesso com conhecimento. Esse é o nosso compromisso: contribuir na formação dessas atletas para que no futuro tenham mais sucesso. "
Aline: "Tudo que conquistei foi graças ao futebol feminino, só consegui cursar a faculdade porque era atleta e ganhei bolsa de estudos". Isso é bem importante, incluir as garotas não só no campo de jogo, como também na vida. Para que elas possam se desenvolver bem, dentro ou fora do futebol feminino.
Apesar de tudo o que foi dito acima, enquanto os clubes brasileiros e a CBF não se unirem e criarem uma competição nacional o futebol feminino por aqui nunca vai dar liga. Os grandes clubes precisam ter a modalidade fixa assim como no masculino, um campeonato brasileiro é muito necessário. Não basta apenas algumas federações estaduais organizarem seus campeonatos. Muitas "organizam" com uma má vontade que seria melhor nem fazer. E a Copa do Brasil é muito pouco, precisa de muito mais. Há muito para mudar, principalmente a mentalidade machista de nossos dirigentes e torcedores. Alguns chegam á bizarrice de dizer que os uniformes dos times femininos não valorizam a beleza da mulher. Entre outras palavras, acham que dessa forma (vulgar) a modalidade pode conquistar mais público masculino. Na visão deles, com mais homens se interessando a coisa deslancha. Mas sinceramente, nos Estados Unidos não se vê nenhuma atleta jogando nua para que o esporte seja mais popular. Inclusive por lá o soccer é visto como esporte feminino. Pois a grande maioria do público americano prefere basquete e outros esportes mais violentos. Na Europa o público é menor que o do futebol masculino, óbvio, mas não se vê nenhum tipo de apelação física.
Voltando ao que interessa, esse time do XV de Piracicaba é um sopro no escuro, veremos até onde isso vai durar. Tomara que perdure por muitos e muitos anos e sirva de exemplo para outras cidades, empresas e clubes. Algumas jogadoras que faziam parte do time do Santos, Bi-Campeão da Libertadores feminina farão parte da equipe. São elas, Gabi Lira, Letícia e Mari. Mais algumas jogadoras estrangeiras devem chegar, falam nas colombianas Yoreli Rincón (que deu uma infeliz declaração antes da Copa em 2011, afirmou que seria a melhor do mundo e desbancaria Marta) e a zagueira Andreia Peralta, além da nigeriana Blessing Diala, que naturalizada, defendeu Guiné-Equatorial e Frigério a conhece bem. Mas de concreto até agora, ainda nada! Essa empreitada do XV de Piracicaba é para se comemorar, e que o futebol feminino continue vivo e cresça nesse país de contrastes.
Na coletiva estavam presentes o treinador Marcello Frigério, que dirigiu a seleção de Guiné-Equatorial na Copa do Mundo Feminina da Alemanha em 2011 e a capitã da seleção brasileira Aline Pellegrino. Que estava bastante emocionada com a iniciativa, ela que hoje joga no Rossiyanka FC, da Rússia.
O ex prefeito Edson Moura, que mantém o Ibrafem, afirmou: "O Ibrafem é uma instituição criada para ajudar pessoas. Verifiquei a essência do projeto, o que me deixou muito sensibilizado. Ele vai de encontro com o trabalho realizado por nossa instituição, sendo humanitário e incluindo as jogadoras, que além de atuar nos campos, irão buscar o sucesso com conhecimento. Esse é o nosso compromisso: contribuir na formação dessas atletas para que no futuro tenham mais sucesso. "
Aline: "Tudo que conquistei foi graças ao futebol feminino, só consegui cursar a faculdade porque era atleta e ganhei bolsa de estudos". Isso é bem importante, incluir as garotas não só no campo de jogo, como também na vida. Para que elas possam se desenvolver bem, dentro ou fora do futebol feminino.
Apesar de tudo o que foi dito acima, enquanto os clubes brasileiros e a CBF não se unirem e criarem uma competição nacional o futebol feminino por aqui nunca vai dar liga. Os grandes clubes precisam ter a modalidade fixa assim como no masculino, um campeonato brasileiro é muito necessário. Não basta apenas algumas federações estaduais organizarem seus campeonatos. Muitas "organizam" com uma má vontade que seria melhor nem fazer. E a Copa do Brasil é muito pouco, precisa de muito mais. Há muito para mudar, principalmente a mentalidade machista de nossos dirigentes e torcedores. Alguns chegam á bizarrice de dizer que os uniformes dos times femininos não valorizam a beleza da mulher. Entre outras palavras, acham que dessa forma (vulgar) a modalidade pode conquistar mais público masculino. Na visão deles, com mais homens se interessando a coisa deslancha. Mas sinceramente, nos Estados Unidos não se vê nenhuma atleta jogando nua para que o esporte seja mais popular. Inclusive por lá o soccer é visto como esporte feminino. Pois a grande maioria do público americano prefere basquete e outros esportes mais violentos. Na Europa o público é menor que o do futebol masculino, óbvio, mas não se vê nenhum tipo de apelação física.
Voltando ao que interessa, esse time do XV de Piracicaba é um sopro no escuro, veremos até onde isso vai durar. Tomara que perdure por muitos e muitos anos e sirva de exemplo para outras cidades, empresas e clubes. Algumas jogadoras que faziam parte do time do Santos, Bi-Campeão da Libertadores feminina farão parte da equipe. São elas, Gabi Lira, Letícia e Mari. Mais algumas jogadoras estrangeiras devem chegar, falam nas colombianas Yoreli Rincón (que deu uma infeliz declaração antes da Copa em 2011, afirmou que seria a melhor do mundo e desbancaria Marta) e a zagueira Andreia Peralta, além da nigeriana Blessing Diala, que naturalizada, defendeu Guiné-Equatorial e Frigério a conhece bem. Mas de concreto até agora, ainda nada! Essa empreitada do XV de Piracicaba é para se comemorar, e que o futebol feminino continue vivo e cresça nesse país de contrastes.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Um pioneiro do futebol feminino
Saiba mais sobre o alemão Bernd Schröder, que há mais de 14 anos é o treinador do Turbine Potsdam, da primeira divisão alemã. Se mais pessoas pensassem como esse senhor, o futebol feminino seria mais respeitado. Principalmente no Brasil, que tem a audácia de se achar "o país do futebol".
A entrevista dele foi bastante interessante, vale a pena ler no Fifa.com.
A entrevista dele foi bastante interessante, vale a pena ler no Fifa.com.
Futsal Feminino
Se no campo nossas garotas sentem mais um baque após o fim da equipe feminina do Santos, no Futsal as coisas parecem caminhar de forma positiva. Mesmo com algumas dificuldades, ao menos a insegurança no futsal é um pouco menor que no futebol de campo. Leia a matéria de Gustavo Franceschini para o UOL Esportes na íntegra aqui! Saiba mais sobre o que é feito em Chapecó, Santa Catarina. Conheça a 'Marta' do nosso futsal, eleita a melhor do mundo em duas oportunidades.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
segunda-feira, 18 de julho de 2011
É campeão!
O Japão começou melhor o jogo, dominava o meio campo e se mantinha bastante tempo com a bola. Mas as americanas chegavam com mais perigo e por pouco não abriram o placar. A treinadora sueca Pia Sundhage optou por deixar Amy Rodríguez no banco, a loirinha não vinha bem, sendo assim Lauren Cheney jogou mais adiantada. Outra mudança foi a entrada de Megan Rapinoe no meio campo como titular, já que durante a competição toda ela sempre melhorou o time vinda do banco. O time americano apesar de menos organizado que a seleção asiática, conseguia levar vantagem na força física e na maior qualidade técnica de algumas jogadoras. Abby Wambach escapou pela esquerda e bateu com a perna canhota que não é a sua melhor, a bola explodiu no travessão de Ayumi Kaihori. Antes disso Cheney e Rapinoe perderam boas chances para os Estados Unidos.
No segundo tempo logo no comecinho Alex Morgan que entrou no lugar de Lauren Cheney acertou o pé da trave esquerda de Kaihore. As japonesas se superando e tentando o que era possível, não conseguiam criar jogadas claras apesar do domínio maior e posse de bola. E para piorar Rapinoe fez um certeiro lançamento longo para Morgan que definiu bem com sua perna esquerda. Alguns minutos mais tarde o Japão conseguiu o empate na raça e na falha de Krieger. Depois do cruzamento da direita Karina Maruyama dividiu com Christie Rampone que conseguiu tirar, a bola bateu em Alex Krieger e sobrou para Aya Miyama, grande jogadora do Japão. A baixinha ambidestra colocou a bola no fundo dol gol de Hope Solo.
Na prorrogação o jogo ficou um pouco mais truncado e as duas seleções mais cuidadosas em campo. No fim do primeiro tempo Morgan fez boa jogada na esquerda e cruzou muito bem, Wambach não precisou subir muito para fazer de cabeça o gol que parecia definir o título. Mas muita emoção ainda estava por vir em Frankfurt, com o estádio lotado! Aos nove do segundo tempo da prorrogação, Homare Sawa fez grande lançamento para Yukari Kinga que saiu na cara do gol e tirou da goleira Solo, mas Rampone salvou o que talvez fosse o gol do empate japonês. Após cera de Solo, Miyama bateu o escanteio com toda qualidade e Sawa fez um espetacular golaço de calcanhar! Era o empate, justo para o time que jogou muito melhor que os Estados Unidos durante toda a competição. Bonito esse feito do Japão, depois de tudo o que aconteceu por lá, com os desastres naturais que mostram como nós humanos somos insignificantes.
O gol aos 11 do segundo tempo da prorrogação, levou o jogo para os pênaltis, e nessa hora as americanas estavam psicologicamente abaladas. Pois estavam quase com o título, de repente se viram na disputa de penais. Sofreram como o Brasil, que praticamente classificado levou um gol nos acréscimos da segunda parte da prorrogação. Ir para a disputa de penais atordoado nunca é bom, ao contrário do que dizem, pênalti não é loteria. É competência e controle emocional. E nisso o Japão é mestre.
Na primeira cobrança Shannon Boxx bateu mal e Kaihori defendeu com o pé, na segunda cobrança Miyama bateu com extrema tranquilidade e categoria. Em seguida foi a vez de Carli Lloyd bater, dava para notar o tamanho do nervosismo da jogadora e até prever que a cobrança na seria boa, como foi o que aconteceu, foi um chute inspirado em Elano. Nagasato ainda quis colocar mais emoção na disputa ao perder seu pênalti, bateu mal e Solo acertou o canto e pegou sem dificuldade. Mas para a sorte do Japão, Tobin Heath foi executar sua cobrança sob muita tensão, e dessa forma saiu uma cobrança parecida com a de Nagasato, Kaihori agarrou. A volante Mizuho Sakaguchi que é uma batalhadora e se mata em campo pelo time foi para sua cobrança, e a bola entrou no canto direito de Solo, que ainda tocou na bola. Wambach bateu super bem, alto e firme, sem chances para Kaihori e dando esperanças. Mas na cobrança derradeira coube a Saki Kumagai fazer o gol que deu este inédito e maravilhoso título ao Japão!
O Japão ainda ficou com o prêmio de Fair Play, por ser o time mais disciplinado da competição e cometer pouquíssimas faltas. Homare Sawa, capitã, artilheira e eleita a melhor jogadora da competição, pode comemorar como nunca e ao 32 anos se quisesse poderia encerrar sua carreira com chave de ouro. Mas ao que parece, ainda tem muita lenha para queimar. Wambach foi eleita a segunda melhor da competição, Solo além de ter sido escolhida a melhor goleira ficou também com o terceiro posto entre as melhores da competição. Parabéns ao Japão pelo título mais que expressivo!
Mais no link!
A final da Copa do Mundo Feminina bateu recorde no twitter, saiba mais aqui!
1- Ayumi Kaihori
2- Yukari Kinga
3- Azusa Iwashimizu
4- Saki Kumagai
16- Aya Sameshima
6- Mizuho Sakaguchi
7- Kazue Ando
8- Aya Miyama
10- Homari Sawa
11- Shinobu Ohno
9- Nahomi Kawasumi (17- Yuki Nagasato)
Geração inesquecível!
domingo, 17 de julho de 2011
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